segunda-feira, 14 de março de 2011

APENAS OBSERVANDO


"Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.

Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos produz felicidade?"

Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.


Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!

Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.

Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!"

A publicidade não consegue vender felicidade, então passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!"


O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo o condicionamento .

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.

Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.

Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc´Donalds...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático". Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !'"


fREI BETTO


Enviado por: Maria Aparecida Fernandes Chá-Chá

Como nasceu a expressão: Deus lhe pague!



O Cunhado (Boa)

Gente, uma singela e edificante história, envolvendo a luta pela vida, religiosidade e fé.....
Em São Paulo, um cidadão passou mal no meio da rua, caiu, e foi levado para o setor de emergência de um hospital particular, pertencente à Universidade Católica, e administrado totalmente por Freiras.
Lá, verificou-se que teria que ser urgentemente operado no
coração, o que foi feito com êxito.
Quando acordou, a seu lado estava a Freira responsável pela
tesouraria do hospital e que lhe disse prontamente:
- Caro Senhor, sua operação foi bem sucedida e o Senhor está salvo. Entretanto, um assunto precisa sua urgente atenção: como o Senhor pretende pagar a conta do hospital? O Senhor tem seguro-saúde?
- Não, Irmã.
- Tem cartão de crédito?
- Não, Irmã.
- Pode pagar em dinheiro?
- Não tenho dinheiro, Irmã.
- Em cheque, então?
- Também não, Irmã.
- Bem, o senhor tem algum parente que possa pagar a conta?
- Ah... Irmã, eu tenho somente uma irmã solteirona, que é freira, mas não tem um tostão.
E a Freira:
- Desculpe que lhe corrija, mas as freiras não são solteironas, como o senhor disse. Elas são casadas com Deus!
- Magnífico! Então, por favor, mande a conta pro meu cunhado!

E foi então que nasceu a expressão: "Deus lhe pague"...

Email enviado por: Mara Hurtado

Lendas Urbanas

A Alma da Desgraça

Tinha uma mulher que adquiriu e nome desgraça em seu vocabulário, dês de então toda vez que ela se machucava ou algo que estava com ela caia, ela falava desgraça. Um dia em que ela estava de mudança já estava indo embora e se encostou, mas em vez de falar a desgraça falou Jesus, e foi embora. Uma moça passou em frente à casa e ouviu alguém chorando, foi ver quem era, pois a casa estava trancada. Quem esta chorando? Perguntou a moça, a alma respondeu: Meu nome é desgraça minha dona foi embora e não me levou.

A Alma a Espera

Anita era uma menina muito alegre com sua vida pobre e seus pais, sabia que como não poderia ter muito tinha de ser feliz com o que tinha, um dia passeando no centro de sua cidade ela passa em frente a uma vitrine de uma loja e vê um ursinho branco de pelúcia com uma almofada de coração dizendo "te amo d+”, ela pede aquele urso para sua mãe, mas como não tinham dinheiro ela disse que iria economizar para que em seu aniversario ela pudesse comprar e dar de presente a Anita e ela aceita. Passados meses de trabalho duro e a mãe de Anita juntam dinheiro suficiente para comprar o urso, só que quando seu pai ia à cidade comprar o tão sonhado urso para Anita ele sofre um terrível acidente e a família é chamada, suas ultimas palavras são: compre o urso á Anita...Quero você pra mim e falece, tomada por uma enorme tristeza Anita fica sempre em cantos a chorar a morte de seu pai por semanas, até que a mãe dela lembra-se que o ultimo pedido foi para comprar o querido urso a sua pequena Anita, ela pega Anita e a leva a cidade para comprar o urso e quando vê ele não esta mais na vitrine, entra na loja e pergunta para a vendedora onde está o urso e ela responde: espere ai que eu vou busca_lo, quando ela volta Anita pega o urso e o abraça e olha sua almofada, quando ela lê se lembra do acidente e das ultimas palavras de seu pai e diz QUERO VC PRA MIM... Como o ultimo desejo de seu pai era que sua filha recebesse o urso sua alma ficou a espera que esse pedido se realizasse...

A Mesinha de Centro

Em uma noite chuvosa e escura em uma gigante mansão no meio da sala tinha uma mesinha de centro assombrada.Todo mundo riu, e disse que a história era ridícula. Nos todos arrumamos os sacos de dormir dentro da sala de uma casa e dormimos.A noite eu acordei para ir ao banheiro e na volta do banheiro eu notei que a mesinha de centro estava em outro lugar.De repente eu vi ela (a mesinha de centro) se mexer então eu corri rapidamente ao Monteiro e o acordei.Eu disse: -Montero acorda sua lenda está se realizando. -Ã.Minha lenda. -É sim, e como ela acaba? -Bom, a mesinha cria uma boca e devora todo mundo. Então nesse momento eu virei a cabeça para a mesinha.Eu rapidamente corri para a sala e peguei uma espada e disse -É o seu fim mesinha mau assombrada. Mas era tarde de mais ela já tinha criado sua boca.ela disse: -Eu não quero comer ninguém.Eu só quero dançar. Ela colocou o seu pezinho em cima do controle remoto, ligou o radio e começou a dançar.O volume do radio estava muito auto e acordou todo mundo e todos dançaram junto a mesinha de centro e no meio da farra o chefe acordou e disse: -O que está acontecendo aqui? E ao ver a mesinha de centro ele desmaiou. No dia seguinte eu agradeci e me despedi da mesinha de centro.


A Bruxa

Catarina, uma mulher do século XVII, queimada num povoado do interior, conhecida como a maior das feiticeiras. As lendas que dela se contavam perduravam até os dias atuais, sobre seu poder e maldade. Morrera queimada, jurando vingança. Cristina viajara para a cidade que se desenvolvera perto do antigo povoado onde a bruxa teve seu fim. Verificou que ,apesar dos séculos, as pessoas conheciam histórias sobre ela, havendo inclusive aqueles que jurassem ter visto reunião de demônios comandados por Catarina em um vale próximo. Cristina ia assim juntando material para uma nova tese, sobre o imaginário popular. Algumas coincidências, porém, logo chamaram-lhe a atenção. De tempos em tempos sumiam crianças na região, que nunca eram encontradas. Assim como começavam, os desaparecimentos terminavam. Catarina era considerada culpada, mesmo séculos após ter morrido. O fato é que nunca qualquer pista foi encontrada. Justamente após sua chegada na cidade, crianças começam a sumir, sem deixar vestígios. Havia mais de cinqüenta anos que aquilo não acontecia, portanto não poderia ser a mesma pessoa. Três garotos estavam desaparecidos. Não havia pista alguma, uma testemunha que fosse. Cristina envolveu-se com as investigações. Sentia que, se desvenda-se aquele crime, poderia explicar a estranha influência que aquela lenda exercia sobre a população daquele lugar. Passado algumas semanas nada de novo havia sido descoberto. Das outras crianças não mais foram vistas. O delegado local pensava até em pedir ajuda federal. Cristina não dormia direito, procurando, pela lógica, encontrar uma solução. Um dia a socióloga aparece na delegacia. Não havia dormido a noite anterior. Apesar de cientista tinha uma intuição. Visivelmente alterada, pediu ao delegado que a acompanhasse com alguns policiais. Foram ao local onde, pelos relatos que descobrira, Catarina havia cumprido pena. Era um pequeno vale. Movida por uma força estranha, Cristina, com as mãos escava o sopé de um morro próximo. A terra estava fofa. Os pequenos ossos não demoraram a aparecer. Ao ver tudo aquilo, o rosto de Cristina se transformou. À vista incrédula dos policiais, ela começava a gritar palavras incompreensíveis. Era como se duas almas lutassem por um só corpo. Suas feições iam, aos poucos, se transformando. Ela despiu-se até que, completamente nua começou a dançar freneticamente, num ritmo cada vez mais rápido, começou a levitar. De seus olhos, emanava o próprio mal. Cristina havia sacrificado aquelas crianças. Sem saber, seu corpo fora apossado por Catarina, que assim executava a sua vingança.


O espelho



Por Chanah Zuber Scharfstein; do Chamado do Shofar, editado por Nissan Mindel.

Esta é a história de um espelho lindo e muito especial. Pendia sobre uma parede na sala de jantar de uma bela casa que pertencia a um homem rico.

O espelho era grande e quadrado, com uma moldura larga e grossa de ouro, entalhada com belos desenhos de folhas e flores. Todos aqueles que viam o espelho o admiravam, mas todos percebiam também que era imperfeito. Em um dos cantos, veja você, o aço prateado do revestimento tinha sido raspado, de modo que esta parte do espelho era vidro comum. As pessoas comentavam sua beleza e então diziam: "Oh, que pena! É uma tristeza que o espelho esteja danificado!" Para surpresa de todos, o proprietário do espelho dizia aos visitantes que fora ele mesmo quem deliberadamente raspara a cobertura de prata! Pode imaginar ter um espelho caro como esse, uma obra de arte, e então estragá-lo? Mas deixe-me contar-lhe a história daquele espelho.

Muitos anos atrás, em uma cidadezinha da Polônia, vivia um homem chamado Avraham. Tinha uma pequena loja e ganhava apenas o suficiente para cuidar de sua família. Não era rico, mas também não era um homem muito pobre. Tinha apenas alguns fregueses. Às vezes as pessoas saíam sem nada comprar porque Avraham não tinha muitos artigos para escolherem. As pessoas iam às lojas maiores, porque ali poderiam encontrar aquilo que queriam.

Avraham estava feliz com a vida que levava. Embora não fosse rico, sempre tinha o suficiente para dividir com os outros. Nenhuma visita que fosse à sua casa saía com fome. Toda vez que um pobre precisava de ajuda, Avraham sempre achava algum dinheiro para dar-lhe. Avraham e sua mulher viviam uma vida muito simples. A casa era pequena, e na verdade necessitava de uma demão de tinta, mas jamais havia dinheiro suficiente para isso. Achavam que era mais importante ajudar alguém com problemas que pintar a casa. Seus móveis eram velhos pelo mesmo motivo. As cortinas nas janelas provavelmente já tinham sido lavadas mais de cem vezes. Avraham e a mulher não tinham tapetes no chão. Suas roupas eram simples, e não compravam coisas novas com muita freqüência. Muitas de suas xícaras e pratos tinham arranhões e rachaduras. A comida era muito simples.

É verdade, a casa não era luxuosa. Mas era um verdadeiro lar. Era um local aconchegante e feliz. Todos se sentiam confortáveis e à vontade ali. Avraham recebia muitas visitas porque todos sabiam que ele era gentil e gostava de ser útil.

Certo dia, Avraham estava de pé à porta de sua lojinha esperando pelos fregueses quando percebeu um estranho que se dirigia para lá. Era uma cidade pequena, portanto ele conhecia todas as pessoas do local. Quando o estranho estava perto da loja, Avraham perguntou-lhe como poderia ajudá-lo. "Talvez o senhor goste de ir até minha casa e descansar um pouco," disse ele. "Se estiver com fome, por favor, seja meu convidado. Se tiver sede, venha comigo para beber alguma coisa. Talvez precise de dinheiro? Nós o ajudaremos." O convite de Avraham era tão caloroso e amigável que o estranho decidiu parar em sua casa para um descanso.

O que Avraham não sabia era que este não era um estranho comum. Era um Rebe famoso, muito santo e muito sábio, de uma cidade distante. Estava a caminho de um casamento e por acaso passara pela cidade de Avraham. O Rebe era um homem importante e muitas pessoas na Polônia viajavam longas distâncias para escutar suas palavras de sabedoria, ou para solicitar uma bênção ou prece em tempos de necessidade. Teria sido uma grande honra para qualquer casa receber o Rebe como hóspede.

O Rebe logo percebeu a grande bondade e generosidade de Avraham. Ele conhecia muitas pessoas ricas que poderiam ter ajudado os pobres com mais facilidade que Avraham, mas que faziam muito menos que ele. O Rebe apreciou sus breve estadia. Antes de ir embora, abençoou Avraham com riquezas, para que pudesse continuar ajudando os pobres e necessitados mais facilmente.

Depois que o Rebe saiu, a loja de Avraham tornou-se subitamente um local muito movimentado. Os fregueses chegavam durante todo o dia. Todos achavam aquilo que queriam, e as pessoas não precisavam mais sair de sua loja para comprar em outro local. A cada dia que passava, Avraham tinha mais clientes novos e mais dinheiro para levar para casa. Logo precisou ampliar a loja para acomodar tantos fregueses novos. Após algum tempo, Avraham tornou-se um lojista muito importante e rico. Tornou-se um dos homens mais abastados da cidade. A bênção do Rebe, de que Avraham se tornaria rico, tinha sido cumprida.

Ser rico parece tremendamente bom quando se é pobre. As pessoas às vezes pensam que, se fossem ricas, a vida seria bela. Mas ser rico pode ser um problema, também. Agora que Avraham tinha uma grande loja, tinha muito mais trabalho a fazer. Preocupava-se com ladrões que poderiam assaltar a loja ou sua casa. Preocupava-se com os negócios. Queria que a loja continuasse crescendo. Desejava uma casa muito bonita. Queria roupas novas e luxuosas. Como Avraham estava ocupado com a loja, tinha menos tempo para estudar Torá e ir à sinagoga para rezar. Nem sequer tinha tempo para se incomodar com os pobres. Avraham podia ser visto somente em entrevistas com hora marcada. Seus secretários tinham ordens de dar dinheiro às pessoas necessitadas que vinham pedir ajuda, mas Avraham não tinha tempo de ouvir suas histórias ou problemas.

Avraham e a esposa mandaram construir uma casa novinha em folha, que parecia quase um palácio. Tinha muitos quartos, e todos eram grandes e bonitos. Nas janelas, pendiam drapeados de veludo macio. Os pisos eram cobertos com tapetes espessos. Havia papel de parede em todos os aposentos. A cozinha estava repleta de novas panelas e caldeirões. Havia muita louça fina nos armários. Todos os móveis eram finos e caros. A mesa da sala de jantar era feita de madeira brilhante. As cadeiras da sala de estar eram macias e estofadas. Sobre as paredes, pendiam quadros originais de grandes artistas. E em uma das paredes da sala de estar pendia um enorme espelho. Era tão grande que quase cobria toda a parede. Ao redor do espelho havia grossa moldura de ouro. Ninguém mais na cidade possuía espelho tão refinado. Todos que o viam falavam de sua beleza. Era realmente uma obra prima.

Havia muitos criados na nova residência. Mas esta casa era tão requintada, que Avraham não queria deixar mendigos ou pessoas pobres entrarem. Os estranhos não eram mais convidados para uma refeição. Os criados abriam a porta e davam algum dinheiro aos necessitados, mas isso era tudo.

"Avraham está diferente" - diziam as pessoas. "Mudou desde que se tornou rico. Que pena! Ele era sempre tão gentil e bom, e olhe para ele agora. Não tem mais tempo para nós." E balançavam tristemente a cabeça, lembrando-se dos bons tempos, quando Avraham nunca estava ocupado demais para ajudar os outros.

O tempo passou. Certo dia, um mensageiro foi visitar Avraham. Tinha sido enviado de uma longa distância, pelo famoso Rebe que tinha dado a Avraham a bênção da riqueza. A notícia da boa sorte de Avraham tinha chegado aos ouvidos do Rebe, e agora ele precisava de ajuda. Um inocente judeu tinha sido posto na prisão sob falsas acusações, e era necessária grande soma de dinheiro para libertá-lo. Avraham, naturalmente, ficou feliz em ajudar. Deu ao mensageiro a quantia e mandou-o de volta com votos de boa viagem de retorno. Enviou também lembranças ao Rebe.

O mensageiro tinha cumprido sua missão, mas não se sentiu feliz. Tinha sido difícil para ele falar pessoalmente com Avraham. Os secretários não queriam deixar um estranho entrar no escritório particular de Avraham. Este tinha dado a ele o dinheiro, mas não o convidara à sua casa para comer e descansar. O mensageiro ficara surpreso. O Rebe tinha elogiado Avraham, e sempre falava de sua hospitalidade e de seus costumes caridosos. O mensageiro não podia entender o que estava acontecendo.

Quando voltou ao Rebe, deu-lhe o dinheiro e relatou tudo sobre a viagem. O Rebe balançou tristemente a cabeça. Ele entendia que Avraham, o homem pobre, tinha um coração de ouro, mas Avraham, o homem rico, com todo seu ouro, parecia mais ter um coração de pedra. O Rebe decidiu visitar Avraham para ver o que se poderia fazer.

Quando o Rebe chegou à casa de Avraham, este o recebeu calorosamente, e convidou-o a entrar. A casa parecia muito diferente daquela em que Avraham vivia quando o Rebe o visitara pela primeira vez. Era espaçosa e bonita, mas desaparecera a amizade e o calor que se notavam na antiga casa simples. O Rebe caminhou sobre o pesado tapete. Observou os caríssimos quadros. Contemplou a mobília nova e dispendiosa, e as cortinas drapeadas feitas do veludo mais fino e macio. E então avistou o espelho. Olhou para sua reluzente moldura de ouro. Era o maior espelho que jamais vira.

"É uma mudança e tanto, não é?" disse Avraham com um sorriso encantado no rosto. "E aquele espelho" - continuou - "é meu tesouro favorito. De todos os objetos encantadores que possuo, o espelho é o que mais gosto. Custou muito dinheiro, mas valeu a pena. É realmente uma obra prima, uma obra de arte, não é? disse ele, voltando-se para o Rebe.

"Sim" - respondeu o Rebe. "Uma mudança e tanto. Uma enorme mudança." Disse isso suavemente, em voz baixa e séria, e seu rosto parecia triste.

De repente, o Rebe chamou Avraham. "Venha até aqui" - disse ele, e pediu-lhe que caminhasse até o espelho, e parasse em frente da peça. O Rebe então afastou-se um pouco e pediu a Avraham para dizer-lhe o que via.

Avraham estava intrigado, mas respondeu: "Eu mesmo. É isso que vejo no espelho. Meu próprio reflexo - isso é tudo que posso ver."

"Olhe mais de perto" - disse o Rebe. "Que mais pode ver?"

"Vejo minha linda mobília refletida no espelho. Vejo meus quadros. Vejo os tapetes e cortinas. Posso ver muitas coisas na minha linda casa" respondeu Avraham.

O Rebe então dirigiu-se à janela com Avraham. Afastou as cortinas e disse a Avraham para olhar para a rua lá fora. A casa de Avraham estava em uma grande avenida e as pessoas estavam sempre passando. Como era uma cidade pequena, Avraham conhecia quase todas as pessoas que passavam pela casa. O Rebe fez-lhe muitas perguntas sobre as pessoas que viam. E Avraham contou-lhe que a mulher com uma cesta era uma viúva pobre com muitos filhos pequenos. Ela estava esperando que pessoas bondosas pusessem comida para sua família na cesta. Falou ao Rebe sobre Bentze, o carregador de água, que estava ficando velho e achava difícil carregar sua mercadoria. Apontou para Yankel, o alfaiate, um excelente judeu que ia à sinagoga todos os dias, mas era muito pobre e nunca tinha dinheiro suficiente para a família.

Avraham estava se perguntando por que o Rebe lhe fazia todas estas questões. O Rebe era um homem sério que não tinha tempo a desperdiçar. Por que estaria tão curioso sobre todas estas pessoas?

Então o Rebe disse a Avraham: "É estranho, não acha? Um espelho e uma janela são ambos feitos de vidro, e mesmo assim bastante diferentes."

"O que quer dizer? perguntou Avraham.

"Bem" - disse o Rebe - "quando você olhou no espelho, pôde apenas ver a si mesmo e os objetos que lhe pertencem. Pôde ver muito mais quando olhou pela janela. Então pôde avistar todos seus vizinhos e amigos da cidade inteira."

"Isso é verdade" - disse Avraham. "Um espelho e uma janela são ambos feitos de vidro. A janela é transparente. A luz pode passar através dela. É transparente e pode-se ver tudo. Por outro lado, o espelho é coberto de prata em um lado. Os raios de luz não podem passar por ele, e portanto um espelho pode apenas refletir aquilo que está à sua frente."

"Entendo" - disse o Rebe, assentindo com a cabeça. "Entendo. O pedaço de vidro simples é transparente, permitindo que se veja outras pessoas e suas vidas. Mas quando está coberto com prata, então você pode apenas ver a si mesmo. Ora veja, muito interessante. É realmente fantástico, não é? Você acha que funciona da outra maneira também? Você poderia pegar um espelho e raspar a prata, para que pudesse ver a todos, em vez de apenas você mesmo?"

Os olhos de Avraham encheram-se de lágrimas. Sentiu-se tão envergonhado. Finalmente, estava começando a entender tudo que lhe tinha acontecido desde que se tornara rico.

Naquela noite, Avraham deu uma grande festa em sua casa. Toda a cidade foi convidada, especialmente as pessoas pobres. Todos se divertiram muito. Então Avraham solicitou silêncio. Fez um breve discurso e pediu o perdão de todos. Disse aos convidados que estava arrependido pela forma como agira quando se tornou rico. Sua vida seria diferente a partir daí. Prometeu a eles que suas portas estariam sempre abertas para todos, e que jamais estaria ocupado demais para ajudar aqueles que dele precisassem.

Depois que os convidados se foram, Avraham caminhou até seu lindo espelho. Com uma faca afiada, raspou a prata que revestia um dos cantos. Não parou até que aquela parte estivesse tão clara quanto vidro. Somente então ficou satisfeito.



O Preço


“O preço de viver um sonho é muito maior do que o preço de viver sem arriscar-se a sonhar?”, perguntou o discípulo.
O mestre levou-o a uma loja de roupas. Ali, pediu que experi¬mentasse um terno exatamente do seu tamanho. O discípulo obede¬ceu, e ficou maravilhado com a qualidade da roupa.
Em seguida, o mestre pediu que experimentasse o mesmo terno – mas de um tamanho muito superior ao seu. O discípulo fez isto.
“Esse não serve. Está muito grande”.
“Quanto custam estes ternos?”, perguntou o mestre ao vendedor.
“Os dois custam o mesmo preço. Apenas o tamanho é diferente”.
Na saída da loja, o mestre comentou com seu discípulo:
“Viver o sonho, ou abandonar o sonho, também custa o mesmo preço, geralmente muito caro. Mas a primeira atitude nos leva a comungar com o milagre da vida, e a segunda não nos serve para nada”.

Paulo Coelho


O FEIJÃO

Um homem tinha verdadeira paixão por feijão, mas ele lhe provocava muitos gases, criando situações embaraçosas.

Um dia ele conheceu uma garota e se apaixonou.


Mas pensou:

Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar desse jeito.

'Então fez um sacrifí¬cio enorme e deixou de comer feijão.


Pouco depois os dois se casaram.


Passados alguns meses, quando ele voltava para casa, seu carro quebrou.


Ele telefonou para a esposa e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé.

No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma

maravilhoso do feijão lhe atingiu em cheio.

Como ainda estava distante de casa, pensou que qualquer efeito negativo passaria antes de chegar.

Então entrou e comeu três pratos fundos de feijão.


Durante todo o caminho, foi para casa peidando, feliz da vida.

E quando chegou já se sentia bem melhor.

A esposa o encontrou na porta e parecia bastante excitada.

Ela disse:


'Querido, o jantar hoje é uma surpresa.'Então ela lhe colocou uma venda nos olhos e o levou até a mesa, fazendo-o sentar-se na cabeceira.

Nesse momento, aflito, ele pressentiu que havia um novo peido a caminho.


Quando a esposa estava prestes a lhe remover a venda, o telefone tocou ela foi atender, mas antes o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse.

Ele, claro, aproveitou a oportunidade.

E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor peido.


Não foi apenas alto, mas também longo e picotado.

Parecia um ovo fritando.

Com dificuldade para respirar, devido a venda apertada, ele tateou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar o cheiro.


Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, frenéticamente, numa animada e ridí¬cula coreografia.


Ouvido atento a conversa da mulher no telefone, e mantendo a promessa de não tirar a venda, continuou peidando e abanando os braços por mais uns três minutos.

Quando ouviu a mulher se despedir no telefone, já estava totalmente aliviado, estampando no rosto a inocência de um anjo.


Então a esposa voltou a sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, e lhe perguntou se ele havia tirado a venda e olhado a mesa de jantar.


Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria lhe

removeu a venda e gritou:


'SURPRESAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! '

***
*
*
*


*'E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados a mesa

para comemorar seu aniversário de casamento !!!!!!!!!!!

Email: enviado por Mara Hurtado

O CIRURGIÃO QUE ENCONTROU A JESUS NO CORAÇÃO DE UMA CRIANÇA


-Amanhã de manhã eu vou abrir o teu coração. Explicava o cirurgião para uma criança.

E a criança o interrompeu:

-Você encontrará Jesus ali?

O cirurgião olhou para ela, e continuou:

-Eu vou cortar uma parede do teu coração para ver o dano completo.

-Mas quando você abrir o meu coração, encontrará Jesus lá? A criança voltou a interrompê-lo.

O cirurgião se voltou para os pais, que estavam sentados em silêncio.

-Quando eu tiver visto todo o dano causado, planejaremos o que fazer em seguida, ainda com teu coração aberto.

-Mas você encontrará Jesus em meu coração? A Bíblia diz claramente que Ele mora ali. Todos que acreditam Nele dizem que Ele vive ali...
Então você vai encontrá-lo no meu coração!

O cirurgião pensou que era suficiente e lhe explicou:

-Após a operação, te direi o que encontrei em teu coração, de acordo?
Eu tenho certeza que encontrarei músculo cardíaco danificado, baixa resposta de glóbulos vermelhos, e fraqueza nas paredes e vasos. E, além disso, eu vou concluir se posso te ajudar ou não.

-Mas você encontrará Jesus ali também? É sua casa, Ele vive ali, sempre está comigo.

O cirurgião não tolerou mais os comentários insistentes e se foi. Em seguida, ele se sentou em seu consultório e começou a gravar seus estudos prévios para a cirurgia: aorta danificada, veia pulmonar deteriorada, degeneração muscular cardíaca massiva. Sem possibilidades de transplante, dificilmente curável.

Terapia: analgésicos e repouso absoluto.
Prognóstico: fez uma pausa e em tom triste disse:

-Morte nos primeiros anos de vida.

Então, parou o gravador.

Mas tenho algo a mais a dizer:

-Por quê? Perguntou em voz alta.

Por que acontecer isso com ela? O Senhor a colocou aqui, nessa dor e já a havia condenado a uma morte precoce. Por quê?

De repente, Deus, nosso Criador respondeu:

O menino, minha ovelha já não pertencerá a teu rebanho, porque ele é parte de mim e comigo estará por toda a eternidade. Aqui no céu, em meu rebanho sagrado, já não terá nenhuma dor, será consolado de uma forma inimaginável para ti ou para qualquer outra pessoa. Seus pais, um dia, se unirão com ele, conhecerão a paz e a harmonia juntos em meu reino e meu rebanho sagrado continuará crescendo.

O cirurgião começou a chorar muito, mas sentiu ainda mais raiva, não entendia as razões. E replicou:

-Tú criastes este menino, e também seu coração para quê? Para que morresse em poucos meses?

O Senhor lhe respondeu:

-Porque é tempo de regressar ao seu rebanho, sua missão na terra já se cumpriu. Há alguns anos atrás enviei uma ovelha minha com dom de médico para que ajudasse a seus irmãos, mas com tantos conhecimentos na ciência se esqueceu de seu Criador.
Então enviei outra de minhas ovelhas, o menino enfermo, não para perdê-lo, e sim para que a ovelha perdida há tanto tempo, com dotes de médico volte para mim.

Então o cirurgião chorou e chorou inconsolavelmente.

Dias depois, após a cirurgia, o médico sentou-se ao lado da cama do menino, enquanto seus pais estavam a frente do médico.

O menino acordou e murmurando rapidamente perguntou:

-Abriu meu coração?

-Sim. Disse o cirurgião.

-O que encontrou? Perguntou o menino.

Tinha razão, reencontrei Jesus ali.

Deus tem muitas maneiras diferentes para que você volte para o seu lado.

Leia esta mensagem até o final.
Eu quase apaguei esta mensagem, mas fui abençoado quando cheguei ao final.

Assunto: Leia somente se tem tempo para Deus.
Deus, quando recebi esta mensagem pensei... Eu não tenho tempo para isto... e realmente é inoportuno durante o horário de trabalho. Logo, eu percebi que ao pensar assim é exatamente o que tem causado muitos dos problemas em nosso mundo atual. Buscamos ter a Deus só na igreja aos domingos de manhã. Às vezes, talvez um domingo à noite... Sim, nós gostamos de tê-lo na doença... e, sobretudo, nos funerais. Mas, não temos tempo, o lugar para Ele nas horas de trabalho ou em nosso tempo livre... Porque .... Isso é na parte de nossas vidas em que pensamos: "Nós podemos e devemos controlar sozinhos"
Que Deus me perdoe por haver pensado que não há um tempo e lugar onde Ele não seja o PRIMEIRO em minha vida. Devemos sempre ter tempo para lembrar TUDO o que Ele fez e faz por nós. Jesus disse: "Se tú tem vergonha de mim, eu me envergonharei de ti diante de meu Pai".
Então me ajoelhei para orar, mas não por muito tempo, tinha muito para fazer. Tive que apressar-me e ir trabalhar já que as cobranças logo estariam diante de mim. Dei um salto e meu dever cristão estava concluído.
Minha alma pode então descansar em paz. Em todo o dia não tive tempo de falar uma palavra de encorajamento, nem de falar de Jesus aos meus amigos; iriam rir de mim e eu ficaria com medo. Não há tempo, não há tempo. Há muito o que fazer. Esse era a minha reclamação constante. Não há tempo para dar-lhe as almas necessitadas, só na última hora, a hora da morte. Então parei em pé diante do Senhor, o vi e permaneci de cabeça baixa, já que em Suas mãos ele segurava um livro, o livro da vida. Deus deu uma olhada no seu livro e disse: 'Não posso encontrar o teu nome, uma vez estive a ponto de anotá-lo, mas nunca encontrei o tempo

"Tens agora o tempo para reenviar esta mensagem?

De todos os presentes que podemos receber, uma oração é o melhor. Não custa nada e traz recompensas maravilhosas, Deus te abençoe.

Que Deus te abençoe e te guarde.

Não é curioso que quando chegar o momento de reenviar esta mensagem, você vai deixar de enviar a muitas das pessoas que estão na tua lista de contatos porque você não está seguro(a) do que vão pensar de você.
Oro por todos aqueles que reenviarem esta mensagem a todos os contatos, eles serão abençoados por Deus de uma maneira especial.



Email: enviado por José Geraldo