quinta-feira, 10 de março de 2011

HISTÓRIAS DE NASRUDIN.

(Anedotas com um algo a mais.)

A vontade de Allah

"Que seja feita a vontade de Allah", comentou um homem religioso no meio de uma conversa.
"Ela sempre se faz, qualquer que seja a situação", disse Nasrudin.
"Como pode prová-lo?"
"Muito simples. Se a vontade de Allah não se fizesse sempre, seguramente, vez por outra a minha se faria, não acha?"

Advertência

Nasrudin chegou ao País dos Idiotas.
"Prestem atenção todos", anunciou, "o pecado e a maldade são detestáveis."
Daí em diante, por algumas semanas, repetia-o diariamente.
Um dia, quando estava prestes a repetir o aviso de sempre, viu que um grupo de "idiotenses" permanecia de braços cruzados.
"O que estão fazendo?"
Acabamos de decidir o que fazer com todo o pecado e toda a maldade sobre os quais você nos tem falado este tempo todo."
"Então decidiram afastar-se deles?"
"Não, decidimos afastar-nos de você."

O perigo não tem favoritos

Uma senhora levou seu filho pequeno à escola de Nasrudin.
"Ele é muito, muitíssimo mal educado", explicou-lhe a senhora, "e gostaria que o senhor desse um susto no garoto."
O Mullá assumiu uma postura ameaçadora, com um olhar flamejante e um rosto assustador. Deu vários pulos para cima e para baixo e, repentinamente, saiu correndo.
A senhora desmaiou. Quando se recobrou, esperou pelo Mullá que retornava grave e lentamente.
"Eu lhe pedi para assustar o garoto, não a mim!"
"Prezada senhora", disse o Mullá, "viu como eu mesmo me assustei comigo? Quando o perigo ameaça, ameaça a todos por igual."

Na corte

Certo dia, Nasrudin compareceu à Corte ostentando um magnífico turbante. Sabia que o rei ia admirá-lo e que portanto, poderia vender-lhe o tal turbante.
"Nasrudin, quanto você pagou por esta maravilha?, perguntou o rei.
"Mil moedas de ouro, Magestade."
Percebendo a tramóia, o vizir cochichou ao rei: "Só um idiota pagaria tanto por um turbante."
Disse o rei: "Afinal, por que pagou essa fortuna? Nunca ouvi falar de um turbante que custasse mil moedas de ouro."
"Ah, Magestade, paguei esta fortuna porque sabia que em todo o mundo, só um único rei compraria esse tipo de coisa."
Encantado com o elogio, o rei ordenou que dessem a Nasrudin duas mil moedas de ouro e ficou com o turbante.
Mais tarde, Nasrudin disse ao vizir: "Você pode muito bem conhecer o valor de um turbante, mas sou eu quem conhece as fraquezas dos reis."

Percebe o que quero dizer?

Nasrudin esparramava punhados de migalhas em volta de sua casa.
"O que você esta fazendo?", alguém perguntou.
"afugentando os tigres."
"Mas por aqui não há tigres!"
"Viu só como funciona?!"

Adivinha?

Um gaiato encontrou Nasrudin. Levava um ovo no bolso:"Diga-me. Mullá, você leva jeito para brincadeiras de adivinhação?"
"Algum", disse Nasrudin.
"Muito bem. Então me diga o que tenho no bolso."
"Dê ao menos uma pista."
"Tem a forma de um ovo, é amarelo e branco por dentro e parece um ovo."
"Algum tipo de bolo", disse Nasrudin.

Oferta e procura

Sua Magestade Imperial, o Shaninshah, chegou de surpresa a uma casa de chá entregue aos cuidados de Nasrudin.
O Imperador pediu uma omelete.
"Agora partimos de volta à caçada", disse ao Mullá. "Diga-me quanto lhe devo."
"Senhor, para Sua Magestade e seus cinco companheiros, as omeletes saem por mil moedas de ouro."
O Imperador franziu as sobrancelhas.
"Vejo que por aqui os ovos andam muito caros. Será que são assim tão escassos?"
"Aqui não são propriamente os ovos que andam escassos, Magestade - são as visitas de reis."

Há mais luz por aqui.

Alguem viu Nasrudin procurando alguma coisa no chão.
"O que é que você perdeu, Mullá?", perguntou-lhe.
"Minha chave", respondeu o Mullá.
Então os dois se ajoelharam para procurá-la. Um pouco depois o sujeito perguntou:
"Onde foi exatamente que você perdeu essa chave?"
"Na minha casa."
"Então por que você está procurando por aqui?"
"Poque aqui tem mais luz."

Sal não é lã.

Certo dia, o Mullá levava ao mercado um burro carregado de sal e teve de atravessá-lo por um rio. O sal dissolveu-se. O Mullá ficou furioso pela perda da carga, enquanto o asno ficou contente pelo alívio.
Na próxima vez em que passou por aquele caminho, levava uma carga de lã. Depois que o animal atravessou o rio, a lã ficou completamente ensopada e muito pesada. O animal cambaleou sob a carga encharcada.
"Ah!", bradou o Mullá, "pensou que você sairia mais leve toda vez que atravessasse a água, não foi?"

Allah suprirá.

"Allah suprirá", dizia Nasrudin certo dia a um homem, que se queixava por alguém lhe ter roubado um dinheiro guardado em sua casa.
O homem expressou suas dúvidas.
Nasrudin levou-o à mesquita e rolou pelo chão, invocando Allah para que restituísse as vinte moedas de prata do homem. Incomodada com aquela presença, a congregação angariou donativos e o total foi entregue ao surpreso homem.
"Você pode não compreender os meios que operam neste mundo", disse o Mullá, "mas seguramente compreende o fim quando este lhe é entregue de forma tão concreta."

Não é assim tão louco.

Nasrudin levou seu trigo ao moinho. Enquanto esperava sua vez de moê-lo, foi pegando punhados de trigo dos sacos dos outros e colocando-os no seu próprio saco. Ao percebê-lo, o moleiro perguntou:
"Escuta aqui, o que está fazendo?
" Nasrudin respondeu com indiferença: "É que eu sou louco. Faço o que me vem à cabeça."
"Se é assim, por que não pega o trigo que é seu e o distribui pelos sacos dos outros?"
"Meu caro", respondeu Nasrudin, "sou um louco comum. Se eu fizesse isso que você propõe, aí eu já seria um doido varrido."

Sozinho no deserto.

Nasrrudin vagava por uma trilha do deserto quando cruzou com três árabes ferozes. Eles estavam discutindo.
"Existem três possibilidades para explicar o surgimento dos minaretes", disseram. "Acabamos de ouvi-las e estamos imaginando qual seria a correta.
"Nasrudin não se sentia seguro. "Façam um relato de suas teorias, e eu julgarei o caso", disse.
"Caíram do céu", disse o primeiro.
"Foram construídos num poço e depois içados", disse o segundo.
"Cresceram como os cactos", disse o terceiro.
Cada um deles puxou uma faca para reforçar a sua versão.
Nasrudin pronunciou-se: "Estão todos errados. Foram construídos por gigantes de tempos antigos, muito mais altos que nós."

O sermão de Nasrudin.

Certo dia, os moradores do vilarejo quiseram pregar uma peça em Nasrudin. Já que era considerado uma espécie meio indefinível de homem santo, pediram-lhe para fazer um sermão na mesquita. Ele concordou. Chegado o tal dia, Nasrudin subiu ao púlpito e falou:
"Ó fiéis! Sabem o que vou lhes dizer?"
"Não, não sabemos", responderam em uníssono.
"Enquanto não saibam, não poderei falar nada. Gente muito ignorante, isso é o que vocês são. Assim não dá para começarmos o que quer que seja", disse o Mullá, profundamente indignado por aquele povo ignorante fazê-lo perder seu tempo. Desceu do púlpito e foi para casa.
Um tanto vexados, seguiram em comissão para, mais uma vez, pedir a Nasrudin fazer um sermão na sexta feira seguinte, dia de oração.
Nasrudin começou a pregação com a mesma pergunta de antes.
Desta vez, a congregação respondeu numa única voz: "Sim, sabemos."
"Neste caso", disse o Mullá, "não há porque prendê-los aqui por mais tempo. Podem ir embora." E voltou para casa.
Por fim, conseguiram persuadi-lo a realizar o sermão de sexta feira seguinte, que começou com a mesma pergunta de antes.
"Sabem ou não sabem?"
A congregação estava preparada.
"Alguns sabem, outros não."
"Excelente", disse Nasrudin, "então, aqueles que sabem transmitam seus conhecimentos àqueles que não sabem." E foi para casa.

Extraidas do livro "Histórias de Nasrudin." Edições Dervish.Brasil.1994. (Literatura turca.)

terça-feira, 8 de março de 2011

A lógica portuguesa

Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferetes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Veja só:

Uma brasileira dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de trás aberta. Solidária, conseguiu emparelhar e avisou:
- A porta está aberta!
A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada:
- Não, senhora. Ela está mal fechada!

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Outro brasileiro estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não.

No sábado, o brasileiro voltou e deu com a cara na porta.
Na segunda-feira, cobrou irritado do português:
- O senhor disse que não fechava!
O homem respondeu :
- Mas como vamos fechar se não abrimos?

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Um jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito 'F' e na outra, preta, também 'F'. Confuso, quis saber da camareira o porquê dos dois 'efes'. A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança:
- Ora pois, fria e fervente.

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Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma polo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho, e pediu para fechar a conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pôs a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e aí intrigado, perguntou:
- O senhor não tem máquina de calcular?
- Infelizmente não trabalhamos com electrónicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado...

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Há ainda a história de um que morou por um ano em Estoril e contou que lá num certo dia, meio perdido na cidade perguntou ao português:
- Será que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto?
- Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto...

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Um turista brasileiro alugou um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma estrada sem muita convicção e encontrando à beira da estrada um camponês, perguntou:
- Amigo esta estrada vai para a Espanha?
E o camponês respondeu:
- Se ela for vai nos fazer muita falta por cá.

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Um grupo de brasileiros tendo terminado de almoçar quis tomar café.
O primeiro disse:
- Garçon, um café.
O segundo disse:
- dois, levantando os dedos.
O terceiro, apressadamente, disse:
- Três, e por fim o quarto disse:
- Quatro.
O garçon trouxe 10 cafezinhos. Ao ser indagado por que trouxera tanto café para quatro pessoas, ele respondeu:
- Ora um pediu um, outro dois, outro três e o outro quatro faça a conta e vejam se não são 10!!

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E a melhor....O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário que tem uma vista bonita para o rio e pergunta:
- Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio?
No que o garçon responde:
- Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!!!

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Mais uma:

O brasileiro examina o cardápio em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida.

- Amigo, como é que vem este Filé à Moda da Casa?

Ao que o garçon responde sem pestanejar

- Sou eu mesmo que trago!

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É FANTÁSTICO !!!!



Quem ainda duvida ???



O JIPE


Um jovem cumpria o seu dever cívico prestando serviço ao exército, mas
era ridicularizado por ser cristão.

Um dia o seu superior hierárquico, na intenção de humilhá-lo na frente
do pelotão, pregou-lhe uma peça...

- Soldado Coelho, venha até aqui!
- Pois não Senhor.
- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.

- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.
- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o
que eu lhe ordenei...
- Mas senhor, eu não sei dirigir!
- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.

O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi
até o veículo.
Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua
oração.

"Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre
a essas pessoas a sua fidelidade. Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar. Amém."

O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o
seu superior.
Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos...

- O que houve gente? - perguntou o soldado.
- Quem é o teu Deus, Coelho. Como fazemos para tê-lo? Perguntou
o seu superior.

- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porquê todos
decidiram aceitar o meu Deus?

O superior pegou o soldado pela gola da camisa, caminhou com ele até o
jipe enxugando suas lágrimas.

Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo estava sem o motor!


DEUS CUIDA DOS SEUS E NÃO PERMITE QUE NINGUÉM NOS HUMILHE.
SEJA VOCÊ TAMBÉM UMA SEMENTE DE JESUS E VOCÊ SEMPRE COLHERÁ O BEM!


Espere... No tempo de Deus (que não é o seu) aquilo que você tanto almeja
ser-lhe-à dado. Se você está passando por provas, não se desespere.
O Senhor está formando seu caráter e no tempo certo Ele lhe dará a vitória.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Bomba D`agua

Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede.

Eis que ele chegou a uma cabana velha, desmoronando, sem janelas, sem teto.

Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.

Olhando ao redor, viu uma velha bomba de água, bem enferrujada.

Ele se arrastou até a bomba, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar.

Nada aconteceu.

Desapontado, caiu prostrado, para trás.

E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:

Meu Amigo, você precisa primeiro preparar a bomba derramando sobre ela toda água desta garrafa. Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir, para o próximo viajante.

O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água.

De repente, ele se viu num dilema.

Se bebesse aquela água, poderia sobreviver.

Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, e ela não funcionasse morreria de sede.

Que fazer ?

Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem ?

Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba.
Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear... e a bomba e pôs-se a ranger e chiar sem fim.

E nada aconteceu!

E a bomba foi rangendo e chiando.

Então, surgiu um fiozinho de água, depois, um pequeno fluxo e finalmente, a água jorrou com abundância.

Para alívio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina.

Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente.

Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.

Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante.

Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota:

Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta.

Várias lições preciosas podemos extrair desta estória ...

Quantas vezes temos medo de iniciar um novo projeto pois este demandará um enorme investimento de tempo, recursos, preparo e conhecimento ?

Quantos ficam parados satisfazendo-se com pequenos resultados, quando
poderiam conquistar significativas vitórias ?

E você... ???

O que falta para despejar esta garrafa de água que você guarda e está prestes a beber e conseguir água fresca em abundância de uma nova fonte ???




O Dragão e a Bola de Cristal
Por Denys Bernard



Um jovem vivia com a mãe numa cabana à beira de um rio. As águas do rio eram turvas e não cristalinas, por isso, havia tristeza no coração do jovem. Até que um dia ele disse:
- Mãe, preciso fazer uma viagem. No caminho mais adiante mora um sábio. Dizem que ele responde a todas as perguntas. Quero saber porque as águas do nosso rio são de cor marrom e não cristalinas.
- Meu filho, - disse ela - você é muito moço. Quem sabe possa se perder no caminho.
- Estou decidido! - disse ele - Partirei pela madrugada!
De manhãzinha, ele iniciou a viagem.
Uma semana depois chegou a uma cabana, bateu na porta e saiu uma senhora. O jovem contou-lhe o porquê da sua viagem e foi convidado a descansar ali por uma noite.
No dia seguinte, ao despedir-se, a senhora disse:
- Se for possível, pergunte ao sábio porque minha filha, sendo tão bonita e inteligente, um dia ficou muda.
- Está bem. - respondeu o jovem.
Dias depois, ele encontrou um homem que chorava ao pé de uma laranjeira. Sentou-se ao seu lado para consolá-lo. Contou-lhe de sua viagem, e o homem disse:
- Gostaria de saber porque minha laranjeira nunca mais deu fruto nem flor.
- Perguntarei ao sábio. - disse o jovem.
Semanas depois ele avistou um velhinho. Parecia cuidar de um poço de água. O velhinho contou-lhe que há muito tempo a água do poço secara sem motivo. O jovem falou para onde ia e o velhinho disse:
- Não tenho muito tempo de vida. Talvez, minha única alegria seria ver água neste poço novamente.
- O sábio talvez tenha uma solução. - disse o jovem.
O tempo passou e depois de muito andar, chegou diante de um rio poderoso. A correnteza era muito forte. O jovem buscou uma ponte para atravessá-lo, mas foi inútil.
Nesse momento, um dragão surgiu do nada e pôs-se ao seu lado. O jovem tentou correr de susto, mas o dragão disse docilmente:
- Não tenha medo, não lhe farei nenhum mal. Sou um dragão, mas em meu coração só existe a bondade.
O jovem explicou para onde estava indo. Perguntou onde encontrar uma ponte. O dragão disse que desde havia algum tempo ele ajudava os viajantes a atravessar o rio. A seguir, transportou o jovem nas suas costas até a outra margem e ao despedir-se disse:
- Minhas asas são perfeitas, mas nunca consegui voar como os outros dragões. Gostaria tanto de poder ver o mundo lá de cima. Talvez o sábio tenha uma resposta para mim.
- É claro. - disse o jovem.
Finalmente, no topo de uma colina encontrou a casa do sábio. Bateu na porta e, lá de dentro, o sábio disse:
- Pode entrar, meu filho. Estava esperando por você.
- Como assim? - perguntou o jovem.
- Sou um mestre. - disse o sábio - No silêncio aprendi a ouvir as criaturas da noite. No amanhecer aprendi a alegrar a minha alma com o canto dos pássaros. Até que um dia percebi que podia ouvir a natureza e compreendê-la. Sei de você a través da lua, do vento, do sol e das estrelas. O rio me contou da sua inquietude.
- Preciso de ajuda. - disse o jovem - Tenho cinco perguntas para fazer.
- Que pena. - disse o sábio - Seguindo a tradição posso apenas responder a quatro perguntas por pessoa.
- Mas não são todas minhas. - disse o jovem.
- Você terá de escolher. - disse o sábio - Mas, vejamos, qual é a primeira pergunta?
O jovem deixou de lado sua pergunta sobre o rio e, pensando somente nas pessoas que encontrara na viagem, perguntou ao sábio sobre como poderia ajudá-las. Agradeceu após receber as respostas e iniciou a viagem de retorno.
Ao encontrar o dragão, esperando-o na margem do rio, o jovem disse:
- O sábio falou que "ajudar as pessoas a atravessar o rio" foi importante para você e teve o seu porquê. Agora deverá me entregar a bola de cristal que guarda sob sua asa, depois poderá voar.
Ao entregá-la, o dragão contou que o sábio disse que essa bola era mágica. Abriu suas asas e voou feliz na direção do sol.
Mais adiante, o velhinho o esperava no poço. O jovem disse:
- O sábio falou que, na sua mocidade, o senhor pensava somente em acumular riqueza. O tempo passou: agora é tarde para desfrutá-la. Soube que enterrou uma sacola de moedas de prata e de ouro perto do poço, por isso o poço secou. Deve entregá-la a mim, e a água brotará novamente.
Fazendo isso, a água brotou pura e fresquinha. Ambos beberam dela. E o jovem levou consigo a sacola de moedas e uma jarra de água.
Mais adiante, disse para o homem da laranjeira:
- O sábio falou que você desconhece a "lei da reciprocidade": sempre colheu os frutos e as flores desta árvore, mas nunca a regou. Por isso ele murchou. Porém, trouxe comigo uma jarra de água para você molhá-la com suas próprias mãos.
Feito isso a árvore ficou florida e cheia de laranjas. O homem deu ao jovem algumas laranjas para o caminho e flores para alegrar os seus olhos.
Logo, encontrou a mulher da cabana, que perguntou se havia uma resposta para ela. O jovem disse:
- O sábio contou que a senhora teve medo de perder sua filha quando ela crescesse e fosse embora. A vida lhe deu um sinal de advertência quando ela ficou muda. Mas ela voltará a falar quando conhecer o seu futuro marido.
Nesse momento, saiu de dentro da casa uma moça muito bela. O jovem entregou-lhe as flores. Ela, emocionada, disse:
- Ó mãe, quem é este jovem tão gentil? Será algum príncipe de um conto de fadas?
A mãe convidou o jovem a passar um tempo com elas para s conhecerem melhor. Ele acabou ficando noivo da moça. Após pedi-la em casamento, a mãe dela perguntou se tinha recursos com que iniciar uma nova vida. Ele respondeu:
- Tenho uma sacola cheia de moedas de ouro e de prata, além de uma bola de cristal: dizem que é mágica.
A resposta foi positiva e o jovem levou a moça numa pequena viagem: queria apresentá-la à sua mãe antes do casamento.
Estava amanhecendo quando eles chegaram. A mãe dele estava sentada diante da lareira. Foram recebidos com abraços e o jovem falou da sua noiva:
- Mãezinha, esta moça será minha esposa. Veja como ela é bonita!
- Minha filha, chegue mais perto para poder tocá-la. - disse a senhora.
A seguir, passou suavemente suas mãos no rosto da moça, nos cabelos anelados, e sorrindo disse:
- Realmente, você é muito bela! Meu coração de mãe diz que serão muito felizes!
- Mãe, - disse o jovem - porque precisa tocá-la? Não a está vendo sua beleza com seus próprios olhos?
- Meu filho. - disse a mãe em tom dolorido - Você demorou tanto para voltar e eu chorava todos os dias sem notícias suas, até que um dia fiquei cega.
- Mãe, - disse o jovem, aflito - nunca mais poderei ser feliz!
- É claro que sim! - disse ela - Já vivi a minha vida e você está apenas começando. Tens uma noiva maravilhosa.
Ouvindo essas palavras, a moça pegou a bola de cristal dizendo:
- Querido, você disse que esta bola de cristal era mágica. Talvez, eu possa ajudar a sua mãezinha.
Passou a bola de cristal nos olhos da mãe do jovem e ela voltou a enxergar. Felizes e abraçados, os três choravam baixinho numa emoção misto de alegria e de gratidão.
O dia amanhecera e os três saíram da cabana. A moça disse:
- Ah, como eu gostaria de mudar a cor marrom das águas do seu rio.
Submergiu a bola de cristal no rio e, de repente, ele tornou-se cristalino: suas águas entoavam uma doce melodia. Os passarinhos cantavam, a natureza renascia. E, como o primeiro dia de uma nova vida, a partir desse instante, todos foram felizes para sempre.
* * * * *
"QUEM DESCOBRE A ALEGRIA DE AJUDAR, TERÁ SEMPRE MOTIVOS DE FELICIDADE, POIS SEMPRE HAVERÁ ALGUÉM NO CAMINHO QUE PRECISE DE NÓS".


O Jovem e a Estrela do Mar


Um homem sábio fazia um passeio pela praia, ao alvorecer. ao longe, avistou um rapaz que parecia dançar ao longo das ondas. Ao se aproximar, percebeu que ele pegava estrelas do mar na areia e as atirava suavemente de volta à água. Então o homem sábio perguntou:
- O que está fazendo?
- O sol está subindo e a maré baixando; se eu não as devolver ao mar, irão morrer.
- Mas, meu caro jovem, há quilômetros de praias cobertas de estrelas do mar... Você não vai conseguir fazer qualquer diferença.
O jovem curvou-se, pegou mais uma estrela do mar e atirou-a de volta à água, além da arrebentação das ondas e retrucou:
"FAZ DIFERENÇA PARA ESSA AÍ!"

"Todos somos dotados de capacidade para fazer diferença.
Cada um de nós pode moldar seu próprio futuro.
Visão sem ação não passa de intenção.
Ação de visão é um passa tempo.
Visão com ação pode mudar o mundo."



A ilha dos sentimentos

Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.
Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:
- Riqueza, leve-me com você.
- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.
Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.
- Vaidade, por favor, me ajude.
- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.
Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.
- Tristeza, leve-me com você.
- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.
Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.
Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:
- Vem Amor, eu levo você!
Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.
- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?
A Sabedoria respondeu:

- Era o TEMPO.
- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe?
- Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR"."
A Pequena Vendedora de Fósforos


A vendedora de fósforos

Hans Christian Andersen


Fazia um frio horrível, nevava e o dia escurecera. Era véspera de Natal Naquele frio, naquela escuridão, perambulava pelas ruas uma pobre menina com os pés descalços roxos de frio. Carregava em seu velho avental pacotes de fósforos, mas naquele dia ninguém lhe comprara nada. Não havia conseguido nem ao menos uma única moedinha. Caminhava franzina, faminta. Era a própria imagem do desalento com os flocos de neve caindo-lhe pelos longos cabelos louros. Todas as janelas estavam iluminadas, e o cheiro dos assados resplandecia no ar, pois era véspera de Natal.
Abrigou-se entre duas casas, encolhendo-se contra as paredes, transpassada de frio e de fome. Não ousava voltar para casa pois não havia vendido nada e seu pai a espancaria. E depois em casa também fazia muito frio.
Com as mãozinhas duras de frio pegou um palito de fósforo e acendeu.
A chama do fósforo se elevou como uma velinha aquecendo a mãozinha gelada. A menininha teve a impressão , então, de estar sentada diante de uma lareira toda adornada. Mas quando a chama se apagou a lareira desapareceu e restou-lhe na mão apenas um toco de fósforo queimado. A menina, então, acendeu outro fósforo e viu-se em uma sala diante de uma mesa com toalha alvíssima, toda enfeitada de porcelanas , com assados, doces e frutas finas. Quando ela ia alcançá-los o fósforo apagou-se e ela viu- se novamente sentada no chão morrendo de fome e de frio. A menina acendeu mais um fósforo e viu-se sentada debaixo da mais bela árvore de Natal como jamais havia imaginado. Milhares de anjinhos que enfeitavam a árvore inclinaram-se para olhá-la . A menina estendeu a mão para tocá-los mas o fósforo se apagou. Rapidamente acendeu outro fósforo .
A chama lançou uma enorme claridade ao redor , e diante de tanta LUZ, estava a sua velha avó, a única pessoa que a havia tratado bem neste mundo. Radiante a olhava com muita doçura. A menininha gritou: VOVÓ!! Me leva daqui, me leva com você. Sei que quando o fósforo apagar vai desaparecer, como a lareira, como a ceia, como a árvore de Natal. E ela , apressadamente, acendeu todos os fósforos de uma só vez pois queria reter a vovó. Os fósforos , então, lançaram uma luz brilha
radiante que a Luz do Sol. A vovó tomou a menininha nos braços , e em meio ao esplendor, voou com ela para Deus, para um lugar onde não havia nem fome, nem frio.
No dia seguinte, naquela rua gelada, encontraram a menininha morta, ainda sentada, com o rostinho corado, um sorriso nos lábios segurando nas mãozinhas um pacotinho de fósforos queimado.
___”Coitadinha, disseram as pessoas. Deve ter morrido de frio. Acendeu os fósforos para aquecer-se.”
Mas o que ninguém sabia era das belas coisas que ela vira e nem do esplendor em que ela e sua querida vovozinha tinham subido para Deus, para aquele lugar onde não existe fome e nem frio.


O caçador de borboletas

Vladimir recebeu muitas prendas no Natal, entre livros, discos, legos, jogos de computador, mas gostou sobretudo do equipamento para caçar borboletas. O equipamento incluía uma rede, um frasco de vidro, algodão, éter, uma caixa de madeira com o fundo de cortiça, e alfinetes coloridos. O pai explicou-lhe que a caixa servia para guardar as borboletas. Matam-se as borboletas com o éter, espetam-se na cortiça, de asas estacadas, e dessa forma, mesmo mortas, elas duram muito tempo. É assim que fazem os coleccionadores.
Aquilo deixou-o entusiasmado. Ele gostava de insectos mas não sabia que era possível coleccioná-los, como quem colecciona selos, conchas ou postais, talvez até trocar exemplares repetidos com os amigos.
Nessa mesma tarde saiu para caçar borboletas. Foi para o matagal junto ao rio, atrás de casa, um lugar onde se juntavam insectos de todo o tipo. Já tinha apanhado cinco borboletas, que guardara dentro do frasco de vidro, quando ouviu alguém cantar com uma voz de algodão doce – uma voz tão doce e tão macia que ele julgou que sonhava. Espreitou e viu uma linda borboleta, linda como um arco-íris, mas ainda mais colorida e luminosa. Sentiu o que deve sentir em momentos assim todo o caçador: sentiu que o ar lhe faltava, sentiu que as mãos lhe tremiam, sentiu uma espécie de alegria muito grande. Lançou a rede e viu a borboleta soltar-se num voo curto e depois debater-se, já presa, nas malhas de nylon. Passou-a para o frasco e ficou um longo momento a olhar para ela.
— Agora és minha — disse-lhe. — Toda a tua beleza me pertence.
A borboleta agitou as asas muito levemente e ele ouviu a mesma voz que há instantes o encantara:
— Isso não é possível — era a borboleta que falava. — Sabes como surgiram as borboletas? Foi há muito, muito tempo, na Índia. Vivia ali um homem sábio e bom, chamado Buda…
Vladimir esfregou os olhos:
— Meu Deus! Estou a sonhar?
A borboleta riu-se:
— Isso não tem importância. Ouve a minha história. Buda, o tal homem sábio e bom, achou que faltava alegria ao ar. Então colheu uma mão cheia de flores e lançou-as ao vento e disse: “Voem!” E foi assim que surgiram as primeiras borboletas. A beleza das borboletas é para ser vista no ar, entendes? É uma beleza para ser voada.
— Não! — disse Vladimir abanando a cabeça. — Eu sou um caçador de borboletas. As borboletas nascem, voam e morrem e, se não forem coleccionadores como eu, desaparecem para sempre.
A borboleta riu-se de novo (um riso calmo, como um regato correndo, não era um riso de troça):
— Estás enganado. Há certas coisas que não se podem guardar. Por exemplo, não podes guardar a luz do luar, ou a brisa perfumada de um pomar de macieiras. Não podes guardar as estrelas dentro de uma caixa. No entanto, podes coleccionar estrelas. Escolhe uma quando a noite chegar. Será tua. Mas deixa-a guardada na noite. É ali o lugar dela.
Vladimir começava a achar que ela tinha razão.
— Se eu te libertar agora — perguntou — tu serás minha?
A borboleta fechou e abriu as asas, iluminando o frasco com uma luz de todas as cores.
— Já sou tua — disse — e tu já és meu. Sabes? Eu colecciono caçadores de borboletas.
Vladimir regressou a casa alegre como um pássaro. O pai quis saber se ele tinha feito uma boa caçada. O menino mostrou-lhe com orgulho o frasco vazio:
— Muito boa — disse. — Estás a ver? Deixei fugir a borboleta mais bela do mundo.
José Eduardo Agualusa


O mágico e o camundongo


Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato
.
Um mágico teve pena dele e o transformou em gato.

Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.

Então ele começou a temer os caçadores.

essa altura o mágico desistiu.

Transformou-o em camundongo
novamente e disse:

- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto.

Mas saiba que coragem não é a ausência do medo; é sim, a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente e enfrentar as adversidades, vencendo os medos...

É isto que devemos fazer.

Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos.
Assim, jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas...

Essas historinhas são verdadeiras:


Havia, na revista 'Pais e Filhos', um espaço de Pedro Bloch, pediatra e teatrólogo, de coisas engraçadas que as crianças diziam.


1)- Uma menina estava conversando com a sua professora.


A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena.
A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia.
Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir
nenhum ser humano; era fisicamente impossível.
A menina, então disse:
- 'Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas'.
A professora lhe perguntou:
- 'E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?'
A menina respondeu:
- 'Aí a senhora pergunta.'


2)- Uma professora de creche observava as crianças de sua turma
desenhando.
Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança.
Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente,
perguntou o que desenhava.
A menina respondeu:
-'Estou desenhando Deus.'
A professora parou e disse:
-'Mas ninguém sabe como é Deus.'
Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:
- 'Saberão dentro de um minuto'.


3)- Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luis Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.
- 'E como aconteceu isso?' Perguntou a mãe assustada.
- 'Não foi fácil', admitiu a pequena senhorita, 'mas três meninas me
ajudaram a segurá-lo'.


4)- Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha.
De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira
escura. Olhou para sua mãe e lhe perguntou:
- 'Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?'
A mãe respondeu:
- 'Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco.'
A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:
- 'Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?'

5)- Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que haviam acabado de nascer. De volta a
casa, contou, com excitação, para sua mãe que havia gatinhos e gatinhas.
-'Como você soube disso?' perguntou a mãe.
- 'Papai os levantou e olhou por baixo', respondeu o menino. 'Acho que ali estava a etiqueta'.


ESSA É A MELHOR!

6)- Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.
- 'Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos
disserem: ali está Catarina, é advogada, ou também 'Este é o Miguel. Agora é médico'.
Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:
- 'E ali está a professora. Já morreu.'

NÃO TEM JEITO... É NO TEMPO DE DEUS...

*QUANDO DEUS QUER, NÃO TEM JEITO!*

Uma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de rádio pedindo ajuda.
Um bruxo que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça.
Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma compra e levassem para a mulher, com a seguinte orientação:
- Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o DIABO!
Ao chegarem na casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo guardando alimentos.
Os secretários do bruxo, conforme a orientação recebida, lhe perguntaram:
- A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?
A mulher, na simplicidade da fé, respondeu:
- Não, meu filho. Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!

'NÃO SE PREOCUPE DE QUE MANEIRA VIRÁ SUA VITÓRIA, MAS QUANDO DEUS DETERMINA, ELA VEM.......AH VEM!!!

*Tenha paciência.. não é no seu tempo e sim no tempo Dele....... porque você vê até um limite....
Ele ultrapassa esse limite....... e vê muito além do que enxergamos.!!* DEUS te abençoe, e tenha um bom dia

Deus tem visto suas Lutas.

Pense: Nisso!

Eram aproximadamente 22:00 horas quando um jovem começou a se dirigir para casa.
Sentado no seu carro, ele começou a pedir:
- 'Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo.
Farei tudo para obedecê-lo' Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho:
'Pare e compre um galão de leite'...
Ele balançou a cabeça e falou alto: - 'Deus? É o Senhor?'

Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa. Porém, novamente, surgiu o pensamento:
-'Compre um galão de leite'.
'Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite'.
Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil...
Ele poderia também usar o leite.
O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.
Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido:
- 'Vire naquela rua'.
Isso é loucura...
- pensou e, passou direto pelo retorno.
Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua..
No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.

Meio brincalão ele falou alto
- 'Muito bem, Deus. Eu farei'.

Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar.
Ele brecou e olhou em volta.
Era uma área mista de comércio e residência.
Não era a melhor área, mas também não era a
pior da vizinhança.
Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa.
Novamente, ele sentiu algo:
- 'Vá e dê o leite para as pessoas que estão
naquela casa do outro lado da rua'.
O jovem olhou a casa.
Ele começou a abrir a porta mas voltou a sentar-se. -' Senhor, isso é loucura.
Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?'.

Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.
Finalmente,ele abriu a porta......
- ' Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas.
Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem.
Eu quero ser obediente.

Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui'.
Ele atravessou a rua e tocou a campainha..
Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança.
A voz de um homem soou alto:
- 'Quem está aí? O que você quer?'
A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir.
Em pé, estava um homem vestido de jeans e
camiseta.
Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
- 'O que é?'.
O jovem entregou-lhe o galão de leite.
- 'Comprei isto para vocês'.
O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.
Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha.

O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava.

Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando:
- 'Nós oramos... Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado.
Não tínhamos mais leite para o nosso bebê.
Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma
maneira de conseguir leite.
Sua esposa gritou lá da cozinha:
- 'Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco de leite... Você é um anjo?'
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o na mão do homem...
Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face..
Ele teve certeza que Deus ainda responde aos verdadeiros pedidos.

Quanto tempo você leva para parar um pouquinho e ouvir Deus?


"Tenha FÉ que pra DEUS nada é impossível

basta você crer!"